O que era comum nas distâncias agrestes, chegou às periferias urbanas, e hoje está em todas as ruas de qualquer bairro nas
cidades igualadas, todas, pela mesma convivência fraterna entre criminalidade, medo e impotência. No meio rural outra vez elevado a manchetes, são centenas de pontos críticos, onde estão ocorrendo crimes sem notícia
-como no interior de Pernambuco- e onde há iminência de mais crimes escandalosos. Nada de novo, pois. Entre o silêncio indiferente e a comoção, os acontecimentos dependem só da marcha do tempo, que dessa fluidez se faz
a normalidade. Se esses pontos são identificados, por que não há providências para dissolvê-los? A verda- de é que a Polícia Federal não está dotada de pessoal suficiente nem, muito menos, das verbas necessárias. Só
pode fazer intervenções tópicas, em último caso. Ou seja, quando, para o mais importante, já é tarde. Diz alguém do governo que será feito um levantamento da grilagem em terras do Pará, para retomá-las e dar-lhes uso
legal. Digamos, com a possível delicadeza, que não é verdade. O governo não fará nada disso. Por três motivos: não tem pessoal para a tarefa; não previu verbas com essa ou com finalidades semelhantes, e enfrentar esse
tipo de problema não figura entre as prioridades verdadeiras do governo -inflação, relações elevadas com os setores financeiros internos e externos, e fortalecimento político ininterrupto do grupo no poder, com vistas
postas em um futuro a perder de vista. |